Coisas divertidas para fazer com suas amigas

Os melhores amigos são aqueles com quem você divide os bons e os maus momentos. Não importa se a amizade é recente ou de longa data, o essencial é a confiança que existe entre vocês. Pensando nisso, a Bula preparou uma lista com 30 coisas que você deve fazer com os seus melhores amigos pelo menos uma vez na vida. 12 coisas para fazer agora com a sua melhor amiga Pra que deixar para amanhã o que você pode fazer hoje? Veja 10 coisas boas de se fazer ao lado da sua BFF Coisas pra decorar o quarto, personalizar suas roupas, fazer bijuterias, criar peças de roupas novas, DYS e muito mais! 3- Inventar receitas: Chame suas amigas pra fazer uma arte na cozinha. Inventar um brigadeiro diferente, modificar receitas e depois claro, comer tudo juntas e resenhando muito! 14 coisas divertidas para fazer com seus amigos durante o próximo rolê virtual Não precisa só ficar mostrando os pets na webcam, mas se quiser pode. by Heather Braga Passar uma tarde em um brechó é uma das coisas mais divertidas que se pode fazer com as amigas. Escolha um brechó no seu bairro e divirta-se explorando todas as roupas e outros itens surpreendentes que você pode encontrar lá. Combinem para que todas usem o que compraram para uma saidinha à noite e tire fotos para registrar os visuais novos. 3 Formas de Se Divertir Com Suas Amigas (Adolescentes) Passar uma tarde em um brechó é uma das coisas mais divertidas que se pode fazer com as amigas. Escolha um brechó no seu bairro e divirta-se explorando ... pt.wikihow.com As coisas mais divertidas para fazer com as suas amigas Thinkstock Assistir um filme romântico comendo brigadeiro Se brigou com o namorado também vale chorar no ombro amigo. Outra das coisas divertidas para fazer com os amigos é para bater um site de namoro juntos. Ok, isso só funciona para os únicos amigos. Mas se y`all é único, uma coisa muito divertida de fazer é bater a cena site de namoro on-line para a noite. cada você deve criar perfis para o outro, e, em seguida, tentar encontrar o outro uma data!

Senta que la vem história

2020.09.04 18:33 DanteStonecross Senta que la vem história

Eu to a algum tempo lendo e comentando coisas nesse /, e eu sempre quis dizer varias coisas aqui, porque de algum jeito eu me sinto confortável de ver essas coisas e todos vocês, mesmo discordando com algumas pessoas aqui e ali ta tudo bem, discordar é normal, faz a gente mais humano.
Mas eu queria muito contar uma história aqui hoje, é uma jornada importante pra mim, e eu espero que vocês gostem de me ver aprendendo uma coisa muito complicada. Nessa história, todos os nomes serão fictícios, e será um resumo muito resumido, então a grande maioria dos fatos não está aqui, mas o que isso tudo me ensinou, você vai poder ver com certeza.
Eu sempre fui um Romântico, e quando eu digo Romântico, eu falo da escola literária, eu não uso aquele português difícil, mas eu enxergo o mundo de uma maneira similar, eu vivo os momentos com as pessoas com intensidade, com muito sentimento, e os momentos seguintes a esses vem a melancolia.
A primeira vez que eu me apaixonei quando tinha 11 anos, o mundo se tornou diferente pra mim, era como se de repente todo o resto fosse preto e branco, e apenas aquela garota fosse colorida(eu tenho essa história contada em um texto, que é o ponto inicial da minha depressão, escrito exatamente como aquela criança enxergava o mundo, se ao final alguém se interessar eu mando sem problemas).
E, perto se fazer 14, em 2013, eu conheci uma garota muito mais do que bonita, ela era simplesmente divina aos meus olhos, ela era tão incrível, ela tinha absolutamente tudo que eu gostava. Eu conheci a Ágata dando aulas de matemática(o que mais um nerd faz?) e algo me chamou muita atenção: mesmo com 13 anos eu já tinha dado muitas aulas pra muitas pessoas e todo mundo tem um limite, todo mundo desiste(pede uma pausa) depois de X questões, mas ela não, mesmo sem entender muitas coisas ela persistia até o fim tentando entender tudo, até o horario dela ir embora ela continuou la, com o caderno e a caneta fazendo de tudo pra conseguir entender.
Bons meses depois Ágata se tornou minha melhor amiga(embora no início ela respondia minhas mensagens a cada 3 semanas, sem exagero!), e mais um tempo depois e muitos conflitos com a família dela, a gente começo a namorar.
Eu ainda não posso explicar o que era a sensação de namorar com ela, ela era literalmente o que todo garoto sempre sonhou: baixinha, cabelo cacheado, um rosto muito agradável, um sorriso lindíssimo, peitos e bunda enormes(ENORMES), cantava feito um anjo, era popular, divertida, extrovertida, dedicada, esforçada... É uma lista de qualidades que, na época, transbordava.
De 2014 até 2019, nós tivemos 3 anos de relacionamento e 5 anos de amizade, e eu aprendi muito mesmo em todos esses anos. O motivo do término do relacionamento(numa versão em resumo do resumo do resumo) foi, principalmente, possessão. Eu tenho um pai que é extremamente possessivo e eu levei 14 anos pra sair das garras deles(ou seja, ainda era recente quando eu conheci ela), e 1 ano depois do namoro ela começou a querer cada vez mais a minha atenção, onde eu não sentia mais liberdade pra fazer coisas que eu queria, porque eu tinha que ficar 3 horas falando no telefone com ela(e eu nem gosto de falar no telefone).
Não me entendam mal, eu não estou dizendo que fui perfeito, que não tive defeitos ou que só eu que estava passando por problemas, acabou porque precisava acabar. Inclusive se você, Ágata, por algum motivo descobriu o reddit e se reconhecer nesse post, saiba que mesmo não mais falando com você e não conseguindo mais olhar na sua cara(história pra outro dia), você pra sempre terá minha gratidão e meu respeito, nós vivemos muitas coisas juntos e, se hoje eu sou um homem, foi você que o moldou, muito obrigado.
Quando isso terminou, eu comecei a conversar mais com uma outra garota que eu conhecia, estudava na mesma escola que a gente, e conforme eu a conheci, ela começou a conquistar cada vez mais espaço no meu coração.
Carol era uma mulher interessante de várias maneiras, ela era extremamente extrovertida, cantava muito bem, tinha muitas histórias pra contar, era uma das pessoas que mais tinham ficado com gente na escola, e principalmente, ela tinha acabado de ganhar uma filinha. O jeito que a Carol olhava pra filha dela me fazia querer estar por perto, não porque ela parecia uma mãe incrível, mas porque havia uma dualidade dentro dela: aquela criança foi concebida de um estupro, onde foi muito difícil aceitar conceber a criança, quando ela nasceu era completamente visível que ela não sabia o que fazer, ela amava mais do que tudo aquela criança, ao mesmo tempo que ela via o homem que fez isso quando olhava pra ela(graças a deus, isso mudou bem rápido).
O tempo passou e eu e Carol começamos a nos dar muito bem, e em meados de 2019 a gente se beijou pela primeira vez, essa foi oficialmente a segunda pessoa que eu beijei na vida e cara, que coisa mais estranha, eu não sabia nem como descrever o que tinha sido aquilo de tão estranho... Até que ela me beijou uma segunda vez, e ai oficialmente, aquele era o melhor beijo do mundo.
Eu e Carol ficamos mais algumas vezes, e a gente se dava muito bem em tudo, até na cama era muuuuito diferente do que era com a minha ex, e a gente fazia tantas coisas juntos, viamos animes, conversavamos sobre varias pessoas, saíamos pra comprar roupas...
Cada dia que passava o meu sentimento só aumentava, e quanto mais ele aumentava, mais coisas que eu achava incríveis aconteciam, como a gente ver as coisas abraçadinhos, ficar de mãos dadas, varias dessas coisas de casal.
O meu erro? Carol desde o inicio falou "Não se apaixona por mim, eu não me apaixono por ninguém". Eu segui essas instruções o quanto foi possível, mas cara, talvez fosse loucura minha, mas parecia muito que ela também estava apaixonada, não com palavras porque toda vez que eu mencionava ela mudava a expressão e o jeito por um tempinho, mas as atitudes dela, os nossos momentos...
Depois de um tempo, no inicio desse ano, eu tentei cortar a Carol da minha vida torcendo pra que resolvesse meu problema, e deu certo por 1 mês até que ela me mandou mensagem perguntando quanto tempo isso levaria. Eu dei o meu melhor e coloquei todos os meus sentimentos em um texto, cada palavra continha tudo que eu sentia por ela, e ela também fez um texto de volta pra mim, e eu pude sentir o que ela sentia também, ela queria ser só minha amiga, e nada mais.
Nós ficamos mais 3 ou 4 meses sem nos falar até que, por intermédio de uma amiga em comum, a gente voltou a se falar e, desde então eu vi Carol mais umas 3 ou 4 vezes, mas é tudo muito estranho, a gente troca mensagens uma vez por semana e olhe la, eu nem acredito que um dia a nossa amizade volte, quanto mais a gente ficar ou coisas do tipo.
Mesmo com tudo isso, ela sempre viveu no meu coração.
Porem aqui vem a lição, meus amigos.
Há semanas atrás, eu consegui contato com uma garota que a gente não se via a muitos, muitos anos. Sabe aquela história de primeiro amor a gente nunca esquece? Esse foi meu segundo, e o que eu verdadeiramente nunca esqueci, eu sempre vou me lembrar do meu primeiro dia de aula numa escola completamente nova, e no fim do dia eu ainda todo perdido uma garota me puxa, me olha nos olhos e a primeira coisa que ela diz pra mim é: "Você namoraria comigo?". A resposta pra essa pergunta era não, obviamente, foi muito aleatório, mas eu estava tão nervoso que saiu "sim", ela deu um sorrisinho e voltou ao que tava fazendo. Desde aquele dia, Livia se aproximou cada vez mais de mim, e ela tentou me conquistar todos os dias, e acreditem em 2012/13 eu não era naada fácil.
E quando eu consegui falar com ela novamente, alguma coisa dentro de mim estalou, a gente voltou a conversar e era como se nada tivesse mudado, a gente conseguia desenvolver do mesmo jeito que a gente sempre fez, nem parecia que tinham 7 anos sem contato. A gente se viu algumas vezes(sim, eu sei que a gente ta de quarentena, todas as medidas de seguranças foram tomadas pra gente conseguir) e, cara, eu tinha me esquecido o que é olhar pra alguém que te olha como se você fosse uma obra prima, aquele olhar de quando éramos crianças não mudou nem um pouquinho, ela ainda olha pra mim como se eu fosse a pessoa mais legal do mundo.
Eu, com todos os meus defeitos, com todas as minha chatisses e meu jeito ""inteligente"" de ser, onde a lista de qualidades é exatamente igual a lista de defeitos, ela me vê como se fosse alguém muito mais do que incrível.
E eu olho pra ela assim também, e quando eu a olho, eu quero que ela sinta a pessoa incrível que eu vejo, uma pessoa que passou por inúmeros problemas pelo mundo afora e ainda passa, alguém que realmente foi a raiz do meu gosto pelas mulheres, que me ensinou que atitude é a melhor caracteristica possível em alguém, e que eu quero alguém com isso na minha vida, alguém que tenha coragem de me puxar pelo braço e dizer que me quer, alguém que queira os meus toques, alguém que querias os meus carinhos, as minhas massagens, os meus abraços, as minhas implicações, assistir animes ou séries comigo, beber comigo, aprender e viver todo tipo de experiências e situações. É isso que eu quero com ela também!
Esse é um pedacinho da minha odisseia, eu pedi a Deus, ao universo, a seja la o que for que estiver ai fora por nós, pra que 2020 seja um ano de apredizados e conquistas, 2020 foi o ano mais difícil da minha vida, onde por conta de um treinamento pra competição, da pandemia(home office) e tambem por causa de ter a Carol na minha cabeça, eu passei pela pior fase da minha vida, mas eu consegui correr atrás de ajuda a tempo(onde eu devo a minha vida a minha hipnoterapeuta, que mulher excepcional) e, no final dessa jornada, eu cresci muito e me tornei bem mais forte.
Muito obrigado, eu deixo aqui os meus agradecimentos a todas essas garotas, que me mostraram quem eu quero junto a mim e quem eu quero ser, a minha mãe que é a melhor mãe do mundo e, mesmo a gente se desentendendo as vezes, eu não resistiria sem ela, a minha hipnoterapeuta que consegue a façanha de me colocar em transe(hipnose ericsoniana é a melhor, sem dúvidas!) e que me ensinou muuuito mais lições do que eu teria aprendido em 20 anos da minha vida.
E principalmente, muito obrigado a mim mesmo, por ter aguentado até aqui, por nunca ter parado de ir pra frente mesmo pensando todos os dias em desistir, em jogar tudo pro ar, pensando até em coisas muuito, mas muuuuito mais escuras nos dias mais dificeis, mesmo assim nós estamos aqui, prontos para a proxima jornada, onde a gente vai sofrer, mas a gente vai aprender algo a respeito disso no final.
Se você chegou até aqui, meu caro amigo, eu só queria te contar a história de como eu descobrir o que, pra mim, é o amor. Amor é o que eu sinto quando olho pra alguém que também me devora com o olhar e as atitudes, amor não é toda a intensidade, todo o fogo, toda a loucura, não! Pode ser um pouco disso, mas principalmente, amor é reciprocidade, é você não ter que se esforçar em mudar 1001 coisas só pra agradar a pessoa, quem você ama e quem te ama de verdade gosta de você por ser quem você é, e é isso que eu quero pra minha vida, amar e ser amado!
Eu não sei se eu e Livia vamos ficar juntos, a gente deve descobrir mais a frente, mas eu sei que eu quero isso, e se o destino(ou o universo, ou deus...) não permitir que a gente fique junto, tudo bem, eu sei agora o que procurar, e que vai existir mais alguém que olhe pra mim do jeito que eu olho pra ela.
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2020.07.25 14:52 choco-menta Amigas só que não

Olá Lucas, editores, gatas, e turma! Espero que todos estejam tendo um bom dia!
Ok, estou prestes a narrar a história do meu dedo podre para amizades, mas antes um pouco de contexto:
Em todos os meus dezessete anos de existência eu tive poucas amigas mulheres. Do tipo amiga mesmo, com quem a gente divide inseguranças, segredos e esse tipo de coisa eu tenho apenas uma. Não estudamos mais na mesma escola, mas ainda mantemos contato (Ela é incrível e foi através dela que conheci teu canal, por volta de 2016).
E lá vamos nós.
Eu estudo em um colégio em que temos um curso técnico integrado ao Ensino Médio e, quando estava no primeiro ano do Ensino Médio, fiz três amigas em potencial, mas para cada uma delas aconteceu algo diferente: Carls arranjou amigas mais interessantes, Farls trocou de curso e fez também outras amigas por lá, dentre as quais eu tentei me enturmar mas sempre me senti excluída, enquanto Larls, a última delas, sofria o sério risco de repetir de ano e teve de trocar de escola para poder passar de ano. Pois é.
Eu pensava que meu segundo ano, no ano passado, seria o pior ano de todos (e de certa forma foi, 2019 né), pois eu iria passá-lo sozinha. Claro, ainda haviam os outros alunos sobreviventes do meu curso, que são todos muito gente boa, mas já tinham seus grupinhos formados. No primeiro dia de aula eu já era a personificação do desânimo e subi a rampa na frente de todo mundo só para chegar na sala primeiro e pegar um lugar lá no fundo e de preferência bem arejado (era verão e como nossa sala ficava no último andar e num ângulo que batia Sol durante toda a manhã, era o mais sensato a se fazer para minha própria sobrevivência).
Não sei como aconteceu, afinal eu tinha sido a primeira a passar pelo portão de entrada, mas já havia uma pessoa na nossa sala, uma aluna nova, mas não tão nova assim para mim. Irei chamá-lá de Júlia. Eu e ela nos conhecemos de um cursinho que fiz durante os dois últimos anos do fundamental. Ela era amiga de uma conhecida minha e eu considerava ela uma pessoa muito legal e divertida, alguém de quem eu poderia ser amiga se não fosse pela minha timidez, mas na época conversamos algumas poucas vezes.
Bom, por se tratar de um Ensino Médio Técnico, alunos novos são algo bastante incomum, mas como o nosso curso é da área de humanas, a gestão o considera como "fácil" e permite que isso aconteça, afinal se trata de mais dinheiro no bolso deles. Quando perguntei o que Júlia estava fazendo ali, ela me veio com a história de que seus pais consideravam sua antiga escola uma má influência, pois ela havia se assumido lésbica para eles, que tinham medo de que ela começasse a namorar alguma de suas colegas que a tivesse "levado para o mau caminho". Bem babacas, sim, mas calma que a história não é sobre eles.
Naquela hora, os nossos caminhos terem se cruzado novamente parecia uma interferência divina, porque significava que eu não estaria mais sozinha e ela já tinha um rosto conhecido nessa maré de coisas novas. Mas enfim, nos tornamos amigas e, como ela não havia tido as matérias do técnico do ano passado, ela tinha algumas aulas no período da tarde e o dobro de tarefas para entregar. Era muita coisa mesmo e eu, como sua amiga, estava sempre ali para ajudá-la. Todos os trabalhos em grupo que podíamos escolher com quem íamos fazer, lá estava nós duas, juntas. Como eu sabia mais da matéria e tinha muito mais tempo livre, não me importava de fazer sempre a maior parte das atividades, pois isso nos garantia uma nota maior.
Nossa amizade não se resumia só a trabalhos escolares também. Eu era uma espécie de "SAC" ou "Reclame Aqui" dela e tudo o que ela tinha a desabafar ou a dizer a respeito de alguém, seja pais, professores ou colegas ela me dizia na volta pra casa (Nós morávamos relativamente perto da escola e voltávamos a pé, todo santo dia, o que dava uns vinte minutos de conversa.) Mas era quase sempre um monólogo, já que toda vez que eu tinha algo a acrescentar o assunto morria por ali ou era mudado antes que eu tivesse a chance de falar ou então, nas raras ocasiões em que ela me permitia falar, tudo que eu recebia em volta era um "Foda né, complicado." Em algum ponto da história ela me contou de seu diagnóstico de depressão (eu já havia visto os remédios, só não achei que seria educado perguntar) e foi aí que tudo começou a desandar.
Em 2020 entramos no terceiro ano, o ano de vestibulares e, para nós, de TCC. Eu já estava meio insegura sobre com quem fazer pois no final do ano passado já havia percebido alguns sinais de que Júlia havia se acostumado com a comodidade de fazer a menor parcela dos trabalhos e, ainda por cima, fazia mal feito, mas relevei e simplesmente esperei que os grupos se formassem para constatar que eu teria de fazer com ela, ou melhor, sozinha, o trabalho que vai definir ao final do ano se irei me formar ou não.
Em janeiro, fevereiro e março, quando o mundo ainda era mundo, íamos para o laboratório da escola, onde ficam os computadores, para trabalhar no andamento de nosso projeto e, ao invés de contribuir com ideias, ela me pedia para abrir o YouTube e deixá-la escutando suas músicas e, durante a execução de algum parágrafo, cortava completamente a minha linha de raciocínio para dizer "Ih, fulana, veio um anúncio, deixa eu pular ali rapidinho" ou então cantarolando alguma canção no meu ouvido. Pior ainda foi quando ela pegou o computador ao lado, o qual um outro grupo poderia usar, para jogar Stop e Gartic e ainda me pedia ajuda do tipo "Como se desenha isso?" ou "Me diz uma marca com a letra I."
Tivemos uma conversa na qual eu disse a ela o quão não legal foi ela ter feito aquilo, mas na semana seguinte ela continuou fazendo, porém no celular, como se ignorasse o problema de que ela não estava contribuindo em nada para o TCC. Toda vez que eu chegava perto de vomitar todas as minhas frustrações, ela me vinha com algo relacionado à sua depressão ou aos seus pais, contando de alguma discussão que tiveram recentemente ou descrevendo em detalhes não solicitados os seus episódios e tentativas de suicídio.
Foda né. Era informação demais para se digerir e eu não queria ser uma péssima amiga e despejar mais problemas sobre sua cabeça. Por outro lado, tenho total consciência de que a depressão não torna ninguém "inválido" e de que ela é perfeitamente capaz de me ajudar com esse trabalho (Afinal ela conseguiu um estágio antes mesmo de mim), além de que já facilitei demais a vida dela por um ano inteiro.
Sem saber o que fazer, tranquei minha boca a respeito desse assunto e joguei a chave fora. Um detalhe importante é que nessa época não lembro de ter visto ela tomando sua medicação.
Agora, com o distanciamento social, as mensagens que trocamos sempre dizem respeito à atividades para nota e provas, nem mesmo no meu aniversário o assunto mudou. Com isso, fui me distanciando e só continuo a falar com a Júlia porque estou amarrada a ela (não posso mais trocar de grupo).
Sei que fui muito parcial mas juro que tentei entender o lado dela e não consigo explica-lo sem ficar puta da vida. Mas e aí, quem foi a babaca da história?
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2020.07.16 16:28 fobygrassman ENCONTRE MULHERES CASADAS, PORÉM CARENTES ESTA NOITE

ENCONTRE MULHERES CASADAS, PORÉM CARENTES ESTA NOITE Descubra como acessar e conhecer mulheres casadas porém carentes em apenas 10 minutos
Casadas Carentes: As 5 melhores maneiras de conhecer casadas carentes em menos de 2 horas Escrito por uma dona de casa traidora real.
Casadas carentes são mulheres presas em relacionamentos de longo prazo não satisfeitas com o atual companheiro. O marido não a dá a atenção que ela merece, não a faz se sentir sexy, desejada, ou como um dia a fez sentir. Ela carece afeto, tesão, ou mimos. Elas sentem falta destas coisas, e tem desejos de procurar homens que ajudem a satisfazer estas necessidades para ela.
O QUE FAZ UMA MULHER CASADA SER CARENTE?
Há vários fatores que levam ao sentimento de carência de mulheres que conseguiram se manter em relacionamentos por tempos prolongados. Alguns destes fatores são:
• Vida sexual insatisfatória, onde não há tesão ou paixão. O marido não se preocupa com o que a mulher sente, só pensa em si, sem romance, sem preliminares, e sem posições diferentes. Parece um ato que tem como finalidade apenas fazer o marido se satisfazer, depois virar para o lado e dormir. • O homem não parece mais ter tempo para a esposa. Trabalha muito, chega em casa tarde, e está cansado demais para qualquer coisa nova, diferente ou divertida. Arruma tempo para jogar futebol com os amigos no final de semana, vai a bares com os colegas depois do serviço e chega em casa tarde e vai direto para a cama. A mulher não se sente mais importante.
• Não é tratada bem pelo marido. Não é apenas deixada de lado, mas ainda é ofendida por certas atitudes do marido. Ele briga, xinga e a ofende. Não a respeita, como deveria, e ela sente aquela vontade de sentir aquilo que um dia ele ofereceu: carinho e afeto.
• Ela quer novidade. Ela ficou com o mesmo homem por muito tempo, e já sabe tudo que ele faz e vai fazer. Na cama é tudo rotina, o beijo é sempre o mesmo, a cama é sempre a mesma, as personalidades são sempre as mesmas. Ela só quer sentir alguma coisa diferente depois de tantos anos, precisa de algo que a lembre que está viva.
COMO CONHECER CASADAS CARENTES?
Agora que você sabe como casadas carente se sintam, você deve estar se perguntando como conseguir encontrar uma, para a ajudar a satisfazer suas necessidades. Será que há algum lugar onde elas ficam mais concentradas, dispostas a serem abordadas por um estranho? Será que dá para encontrar alguma em algum bar pela cidade, pronta para ser conquistada? Boa sorte, mas isto vai ser difícil desta maneira.
Mulheres nesta situação, mesmo que carentes e com vontade de experimentar coisas novas, ela não quer se colocar em posições comprometedoras ou em risco de ser pega ou descoberta pelo seus maridos. Elas geralmente são mais tímidas, e não teriam tanta coragem, pois são mulheres que geralmente estão em relacionamentos com mais de 5 anos, e está fora do jogo de namoro há muito.
Mas vamos dizer que ela tivesse a coragem de ir na cidade e ir para algum bar, para ver se algum homem a abordasse. Como você distinguiria uma casada carente e uma que simplesmente quer se divertir no bar com as amigas, ou apenas beber. É muito risco para você como um homem abordar uma mulher de aliança.
Existe um local perfeito para encontrar casadas carentes: Ashley Madison. Site reconhecido internacionalmente como melhor ferramenta de traição.
ASHLEY MADISON
O que a Ashley Madison oferece que outras alternativas não oferecem para encontrar casadas carentes? Será que casadas carentes realmente usariam um site deste?
A Ashley Madison é uma gigante no oferecimento de oportunidades para traição. Já reuniu mais de 50 milhões de usuários em todo mundo, um dos sites mais populares do mundo. Isto não é só no mundo, no Brasil também tem uma presença muito grande, chegando a quase 2 milhões de usuários, esperando outros 1 milhão até 2020.
Tem duas coisas que a Ashley Madison oferece que garante a vinda de casadas carentes. Primeiramente é a discrição. Como foi explicado anteriormente, mulheres nesta posição não querem ser colocadas em situações comprometedoras, nem em risco desnecessário. A Ashley Madison tem múltiplas ferramentas inovadoras que oferecem uma discrição garantida como: não precisar confirmar seu e-mail no cadastro, assistente de fotos patenteado que permite borrar fotos públicas, permitindo a visualização de uma galeria privada a apenas pessoas que elas concederem acesso, podendo ser revogado a qualquer momento.
Outra coisa muito atraente a mulheres é o custo para elas. A Ashley Madison concede acesso gratuito às mulheres. Elas tem acesso a toda função do site, sem ter que pagar. É óbvio que isso chamaria a atenção de casadas carentes. Elas não teriam que justificar gastos a seus maridos posteriormente.
DICAS PARA CONHECER CASADAS CARENTES NA ASHLEY MADISON
Segue as seguintes dicas, e você vai se ver encontrando múltiplas mulheres desejando atenção ou outras coisas que você pode oferecer a elas.
  1. Inscreva-se! Uma ferramenta reconhecido pelo mundo todo como forma eficiente de encontrar parceiros para traição. Junte-se a Ashley Madison e tenha acesso a uma multidão de mulheres casadas e carentes.
  2. Navegue pelo site, e por todas as mulheres no site, procurando alguma que te interesse. Veja o perfil dela e inicie uma conversa, de forma adequada, gentil e cavaleira. Não seja agressivo, nem estranho, nem genérico. Deixe claro suas intenções e a dá a atenção que ela carece. Preste atenção no que ela diz e o que ela deseja, e a partir das reações dela, vê como pode prosseguir. Se quiser deixar a conversa mais sexual, tenha moderação. Não comece de forma sexual, vai elevando o calor da conversa de forma gradual, sempre levando em consideração a reação dela.
  3. Monte um perfil decente. Dedique bastante tempo a seu perfil, ele será uma das primeiras impressões dela de você. Quanto mais tempo e atenção der ao seu perfil, maior a chance de casadas carentes se interessarem em você.
Agora que você sabe como encontrar e conhecer mulheres casadas carentes perto de você, entra na Ashley Madison e encontre uma em até 10 minutos!
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2020.07.01 06:25 harayoko O Arco-íris Distante da Luz e Outros Contos


Ohayou gozaimasu. Como vai vosso dia?
Nos três anos que acompanho o Luba, nunca havia enviado uma história ao mesmo, então espero que para minha primeira vez esteja bom.
Enfim, vamos dar início à história.

Em março de 2018, fui transferida de escola para uma que ficasse mais próxima de minha nova residência. Meus pais haviam se divorciado, então não seria algo bacana dividir a mesma casa com seu ex-marido, não?
Nas primeiras semanas, pude fazer amizade com uma garota. Ela era um pouco estranha e quieta, mas não era motivo para que eu me preocupasse (vamos exceder o fato que ao longo do ano ela furtou duas coisas minhas na maior cara de pau). Vamos chamá-la de Joycinha.
Nesse tempo foi que comecei à sentir atração tanto por garotas quanto por garotos. Felizmente, ela não se importava. Parecia gostar de me dar apoio.

Em abril do ano seguinte, me mudei novamente para a casa que estou atualmente. Meu pai continuou visitando a mim e ao meu irmão mais velho, como normalmente.
Na "escola", havia uma transferida que iremos chamar de Maria. Era alguém sincera e divertida de conversar, até que um dia, surgiu um diálogo de frente para minha carteira, aonde ela se sentava.
As garotas Melissa, Giovanna, Lavínia e Heloísa - não me lembro de como escreve o nome de uma das meninas, então não vou colocar - estavam a zoando pela coisa mais idiota possível: teria poucos seguidores em sua conta do Instagram, feita com o intuito de ajudar estudantes com a organização de seus cadernos. Nexo era inexistente, já que estava apenas iniciando sua conta.
Maria não opinou muito. Me sinto mal por não te aberto a boca e a defendido, apesar de nas férias de inverno do mesmo ano ter conseguido as defender de alguma forma. Inclusive, naquele momento haviam duas pessoas do grupo que haviam ficado em silêncio, que iremos chamar de Renata e Vitória.

Após o retorno das aulas, passei à gostar de Vitória. Seu jeito era encantador.
Decidi fazer alguns desenhos dela e entregar para a mesma em um envelope. Para isso, tive que me manter na sala para poder deixá-los em sua carteira, apesar de que não pudéssemos ficar lá durante o RECREIO.
Uma garota ficava lá, porém nem sempre. E estava justamente nesse dia. Fingi ter derrubado algo perto da carteira de Vitória para que pudesse deixar no suporte de sua carteira, mas logo a outra percebeu que não era o que eu tentava convencer ser.
Pedi que mantivesse em segredo sobre quem deixou o envelope, e assim concordou.

Todos tendo retornado para a sala, foram para suas carteiras. Ou melhor, as panelinhas reuniam-se em cada espaço. Inclusive a de Vitória.
Ela pegou os desenhos, e pareceu ter gostado. Isso era o que importava. Já as garotas, saíram perguntando e tentando descobrir quem era o remetente. É sempre assim.
Até que alguém contou. E adivinhe quem?
Isso mesmo, a garota que havia prometido não contar, traiu minha confiança e nem deu a mínima.
Uma garota da panelinha veio até mim e tentou me tranquilizar, dizendo que não havia problema. Perguntou se era verdade e concordei (nem mesmo havia comentado sobre gostar dela, mas todos interpretaram assim). Enquanto do outro lado, outra garota estaria rindo com sua amiga fazendo alguma piadinha tosca sobre. Pude ouvir apenas um "sair do armário" enquanto ela estava com aquele sorriso escroto na cara escrota dela.

E felizmente, fui transferida nesse ano novamente. Espero nunca mais encontrar essas pessoas, já que aquela barulheira toda me deu uma baita dor de cabeça e quase me fez reprovar.
Espero que tenham gostado da história. Assim me despeço.
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2020.05.23 17:40 Vitor_Lenon Sou babaca por me apaixonar pela namorada do meu melhor amigo e fazer eles terminarem ?

Ola Luba, editores, bonecos de papelão e seus restos mortais, possivel convidado (ninguém quer visitar o Luba além do Jean ) e turma que está a ver.
Minha historia meses depos de terminar um namoro com minha primeira namorada que durou 3 anos, depos 5 ou 6 meses eu continuava mal e perdido, não sabia oque fazer, até que meu melhor amigo (irei chama-lo de Cristofe) não gostando de me ver nessa situação diz que vai me apresentar a irmã da namorada dele, ela tinha acabado de sair de um relacionamento abusivo e achava que nós dois poderiamos dá certo, e que assim ele não precisaria ir na casa de sua namorada sozinho ja que lá era um lugar bastante perigoso e diz minha " namorada se chama Ja... e a irmã se chama Je..." (infelizmente tenho déficit de atenção e ambos os nomes na minha cabeça eram bastante parecidos), e também me disse que ambas faziam um curso na mesma sala que eu, depôs dele insistir bastante eu aceito.
Nota: Cristofe é meu amigo há 6 anos e namorava ela a alguns meses, eles moravam em cidades diferentes então pouco se viam, mesmo dizendo que a amava vivia fazendo piadas de mal gosto sofre algumas "frescuras de sua namorada" e fala coisas tipo de que era doido para ficar com a ex de um amigo nosso e dizendo que ele mesmo tendo amado ela, não deveria se importar por ser ex, e uma hora ou outra ela ia arranjar alguém, que pelo menos fosse um amigo.
No outro dia chegando no curso, sou recebido por uma garota que se apresenta como Je, ela era uma menina que falava muito, gostava de festas e sair para... e diz que ja tinha ouvido falar de mim pelo Cristofé e que ja estava esperando, em seguida ela me apresenta sua irmã, a Ja, Ja era quase oposto de Je, era tímida, não era de muitas palavras e prestava atenção em todas as aulas, como não lembrava quem era quem, deduzi que Je seria a namorada do meu amigo e Ja seria a garota que eu deveria conhecer, para completar, Je me disse que Ja tinha saído de um relacionamento complicado e o ex dela foi babaca.
Então após fazer amizade com Je, fui sentar ao lado de Ja, me apresentei e disse que queria ser seu amigo, ela então me olha com um olhar triste, pega os fones e me ignora, eu preocupado ao ver ela triste resolvo soltar piadas no ar, falando coisas engraças a pessoas perto dela para que ela ouvisse, mas simplesmente sou ignorado, até que ela retira os fones, me olha e diz "você não vai copiar?" Nesse momento havia desisto e resolvi ser sincero e disse "desculpa, comecei a fazer graças e contar piadas pq você parecia triste e eu queria te animar, queria me aproximar de você, quem sabe seu amigo mas entendo que quer ficar sozinha, irei lhe deixar em paz e estudar em outro canto da sala" então quando ia me levantar, ela segura meu braço e diz "Fica" me conta os motivos de sua tristeza e disse que não era feliz (também revela que os fones nem prestavam e que minhas piadas eram péssimas mas isso não vem ao caso).
Dias e meses se passaram e eu e Ja estavamos cada vez mais próximos, finalmente me sentir com alguém e finalmente ela mostrou quem era de verdade, uma garota alegre, engraçada e muito divertida, fazíamos tudo juntos e as vezes Je vinha junto mas tinha bastante ciúmes de nossa amizade, então meu amigo Cristofe pergunta como estão as coisas, então lhe digo que estou apaixonado e muito feliz, e que pretendia me declarar a ela, e para nós comemorarmos isso resolvemos marca uma pizza, me resolvo me arrumar, vestir minha melhor roupa, chegando lá os 3 estão me esperando sentandos em uma mesa, então, Cristofe se levanta e me apresenta JA como sua namorada e me revela que JE é a irmã, ele sem saber da confusão que eu fiz de nomes, diz que eu tenho algo a dizer para JE, então acabo me declarando a ela, com palavras que só a Ja entendia, o fiz e Je, talvez confusa ou por carência, simplesmente aceito, e passei aquela terrível noite com a irmã da menina que eu amava, e vendo a mesma beijando meu melhor amigo.
Algumas semanas se passam e sou apresentado como namorado de Je em sua casa, e começo a frequentar a mesma ao lado de Cristofe, mesmo ficando com Je, Ja e eu sempre nos isolavamos de Cristofe e Je para conversar e rir de nossas piadas bestas, Je talvez percebendo tudo oque está acontecendo manda eu me afastar de Ja apartir de agora, dizendo que ela não ia precisar de minha amizade e se aproximaria mais de Cristofe, e eu apenas estava atrapalhando, Ja ouve isso e me pede para não a deixar, sem saber oque fazer e confuso, eu me levanto e vou embora, Ja me acompanha, neste momento Je diz que se eu não fizer oque ela manda, vai está tudo acabado entre a gente, e que ela pagaria um de meus amigos para me deixar mal, eu digo que poderia fazer o mesmo e ela diz "Ja é minha única amiga, ela NUNCA trocaria o Cristofe por você" após ouvir isso, sem hesitar vou embora, me sentindo no fundo, caindo na realidade que meu amor por nada mais era que uma besteira, resolvo fazer algo que nunca havia feito antes, beber, com meio copo, Já estava tonto, resolvo me deitar.
Após me deitar tive a brilhante idéia de "Já que nunca vou ficar com a Ja e guardar isso só para mim está me matando, serei honesto com ela e me afastarei" mando a seguinte mensagem "Ja...não sei como lhe explicar, porém oque sinto por você não para controlar, eu te amo Ja... e sei que isso é um amor proibido ja que você namora meu melhor amigo, me perdoe, mas não quero ser uma pedra no caminho de sua felicidade, obrigado por tudo, adeus", Ja não costumava responder rápido, mas nesta noite por algum motivo ela viu, e disse "eu te amo, eu nunca senti nada pelo Cristofe, apenas aceitei namorar ele pq ele me pediu na frente de toda a minha família, e como nossas familias são muito amigas e por medo de decepcionar meus pais, eu resolvi aceitar, mas não sou feliz" eu sem entender direito tudo oque tava acontecendo, fico surpreso, mas digo que não poderiamos ficar, pois eu odeio traição, e namorar seria difícil, pq o pai dela me odeia e ja havia me ameaçado por deixar a Je além de amar o Cristofe, ele me vendo com a Ja só faria o ódio dele aumentar, então mostrando como séria impossível ficarmos juntos, digo para ela buscar a felicidade e oque a fizesse feliz, paramos de nos falar por um tempo e Cristofe vêm falar comigo muito triste, dizendo que Ja havia terminado o namoro, e que não era feliz, na hora me senti culpado, mas feliz por minha amiga.
Cristofe então me pede conselhos, qualquer coisa para ajudar a reconquistar Ja, então com uma enorme dor no peito eu digo "me desculpa, eu amo a Ja, não poderia ter ajudar" Cristofe então triste e surpreso me pergunta se eu ja havia ficado com Ja, e eu digo que não, depôs ele me pergunta se a felicidade dela fosse eu, se eu aceitaria ficar com ela, então eu lembro do que ele dizia a nosso amigo e digo "sim, você nem deveria se importa, ela é sua ex, e se ela for ficar com alguém melhor um amigo, certo ?" Cristofe então apenas ri e diz "ok, vamos da um tempo em nossa amizade, ambos a amamos então aquele que ela escolher para faze-la feliz e ficar com ela, o outro deve se afastar e não sair mais como o casal" mesmo por dentro que por fora eu dizia que ja havia desistido, por fora ainda havia esperança.
Alguns meses sem falar com Ja, sua irmã Je me chama até sua casa, para me apresentar seu namorado, um outro amigo meu que ela havia dito que namoraria e disse que eles eram um casal muito feliz, eu lhes dou parabéns e eles se convidam a ir a minha casa, e Ja é obrigada a ir por seus pais para reparar Je, então deixamos o casal ir na frente e Ja me trata friamente, ignorando e me deixando falar sozinho, chegando em casa, o "casal feliz" tem uma briga feia e pedem privacidade do quarto para eu e Ja, vamos para frente de casa e ela fala que ódio o fato que eu me afastei dela, começamos a nós falar denovo, até que falamos de pessoas que gostamos no passado e que nunca fizemos nada, então eu digo para ela tentar com alguém que a fizesse bem, ela coloca uma música, fecha meus olhos e me beija, depôs disso, eu e Ja começamos a ficar escondido. Se quiser saber oque acontece quando e Je descobre com o final em prints ai já é outra historia.
Eu sou babaca ?
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2020.04.12 04:33 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 7

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7

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Sinais e Portentos

Uma das habilidades mais impressionantes doeGRRM como escritor, em minha opnião, é sua capacidade de ocultar prenúncios [foreshadows] em cenas aparentemente irrelevantes a serem revisitadas pelo leitor, que maravilhará com elas. Por exemplo:
Quando Podrick quis saber o nome da estalagem onde esperavam passar a noite, Septão Meribald apegou-se avidamente à pergunta [...].
– Alguns a chamam Velha Estalagem. Ali existe uma estalagem há muitas centenas de anos, embora esta só tenha sido construída durante o reinado do primeiro Jaehaerys […].
Mais tarde, passou para um cavaleiro aleijado chamado Jon Comprido Heddle, que se dedicou a trabalhar o ferro quando ficou idoso demais para combater. Ele forjou um novo sinal para o pátio, um dragão de três cabeças em ferro negro que pendurou em um poste de madeira. [...]
– O sinal do dragão ainda está lá? – Podrick qui saber também.
– Não – Septão Meribald respondeu. – Quando o filho do ferreiro era já um velho, um filho bastardo do quarto Aegon ergueu-se em rebelião contra seu irmão legítimo e escolheu como símbolo um dragão negro. Estas terras pertenciam então a Lorde Darry, e sua senhoria era ferozmente leal ao rei. Ver o dragão de ferro negro o deixou furioso, e por isso derrubou o poste, fez o sinal em pedaços e os atirou ao rio. Uma das cabeças do dragão foi dar à costa na Ilha Quieta muitos anos mais tarde, embora nessa época estivesse vermelha de ferrugem. O estalajadeiro não voltou a pendurar outro sinal, e os homens esqueceram-se do dragão.
(AFFC, Brienne VII)
Aqui está a essência da teoria de que Aegriff é um pretendente de Blackfyre explicada por meio de brasões. O dragão negro retornando a Westeros via mar disfarçado de vermelho. Existem inúmeros pequenas recompensa nos livros para os fãs desenterrarem e, geralmente, quanto mais importante é a história, mais difusas são as dicas. R + L = J é provavelmente o atual campeão disso, com alusões a ela freqüentemente despontando em diálogos casuais sobre Jon ou envolvendo-o. Como por exemplo, esta conversa de quando ele soltar Val na Floresta Assombrada para encontrar Tormund:
[Jon:] Você voltará. Pelo menino, se não por outra razão. [...]
[Val:] Assegure-se de que esteja protegido e aquecido. Pelo bem da mãe dele, e pelo meu. E o mantenha longe da mulher vermelha. Ela sabe quem ele é. Ela vê coisas nas chamas.
Arya, ele pensou, esperando que fosse assim.
– Cinzas e brasas.
– Reis e dragões.
Dragões novamente. Por um momento, Jon quase os viu também, serpenteando na noite, suas sombras escuras delineadas contra um mar de chamas.
(ADWD, Jon VIII)
Muito irônico que, mais cedo, em seu próprio capítulo, Melisandre olhe para as chamas e veja Jon, como ela faz há algum tempo. Jon, que é é rei e dragão (se R+L=J for verdade).
Portanto, a questão agora é se o GRRM deixou pistas que levem à Grande Conspiração Nortenha.
Mais homens de neve haviam sido erguidos no pátio quando Theon Greyjoy voltou. Para comandar as sentinelas de neve nas muralhas, os escudeiros haviam erigido uma dúzia de senhores de neve. Um claramente pretendia ser Lorde Manderly; era o homem de neve mais gordo que Theon já vira. O senhor de um braço só podia ser Harwood Stout, a boneca de neve, Barbrey Dustin. E um que estava mais perto da porta com a barba feita de pingentes de gelo devia ser o velho Terror-das-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Que escolha interessante de bonecos de neve para citar e assim chamar à atenção. No mesmo capítulo, especula-se que Manderly, Terror-das-Rameiras, Stout e a Senhora Dustin formam uma espécie de corrente humana para transmitir informações sobre os Starks (a sobrevivência de Bran e Rickon, com certeza) com o fim derradeiro de trazer a Senhora Dustin e os Ryswells para a secreta liga anti-Bolton.
Ainda mais intrigante é o fato de que isso também pode ser lido como um jogo de palavras que sugerem o apoio norte de Jon. Assim como Wylla Manderly proclama sua lealdade aos Starks durante a audiência de seu avô com Davos, dizendo que os Manderlys juravam ser sempre “homens Stark”, se Lord Wyman e seus co-conspiradores decidissem apoiar o decreto de Robb de nomear Jon seu herdeiro, eles seriam "homens de neve" [Snow men].
Outro conjunto de pistas em potencial está na escolha de músicas de Manderly durante a festa do casamento (ADWD, O príncipe de Winterfell). Por que Manderly quer que Abel contemple os Freys com uma música sobre o Rato Cozinheiro já foi discutido, mas qual das outras duas músicas ele pede pelo nome? Os tristes contos de Danny Flint e "A Noite que Terminou".
Fortenoite surgia em algumas das histórias mais assustadoras da Velha Ama. Tinha sido ali que o Rei da Noite reinou, antes de seu nome ter sido varrido da memória dos homens. Foi ali que o Cozinheiro Ratazana serviu ao rei ândalo seu empadão de príncipe e bacon, que as setenta e nove sentinelas mantiveram-se de vigia, que o bravo jovem Danny Flint foi violado e assassinado.
(ASOS, Bran IV)
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[Jon:] Mance alguma vez cantou Bravo Danny Flint?
[Tormund:] Não que eu me lembre. Quem era ele?
– Uma garota que se vestiu de menino para tomar o negro. Sua canção é triste e bonita. O que aconteceu com ela não foi. – Em algumas versões da canção, seu fantasma ainda caminhava pelo Fortenoite.
(ADWD, Jon XII)
Já foi teorizado que o elemento chave da história de Danny Flint que Manderly tem em mente é a farsa por meio de uma identidade falsa. Jeyne Poole é outra garota que finge ser alguém que não é e, embora o faça sob coação, seu destino é tão terrível quanto o de Danny Flint.
Manderly pode ter desvendado a falsa Arya? Como? Na verdade, duas falsas Aryas são analisadas e julgadas não convincentes - primeiro Jeyne por Theon (ADWD, Fedor II), depois Alys Karstark por Jon (ADWD, Jon IX). Theon percebe imediatamente que os olhos de Jeyne são castanhos, não cinza. Jon também verifica o cabelo e a cor dos olhos de Alys, que combinam com os de Arya, mas percebe que ela é velha demais para ser sua irmã mais nova. O mesmo vale para Jeyne, que era a melhor amiga de Sansa e, portanto, provavelmente da mesma idade dela, alguns anos mais velha que Arya. A questão é que o estratagema dos Bolton não é perfeito, e uma pessoa familiarizada com Arya pode identificar as discrepâncias. Existe alguém assim em Winterfell além de Theon?
Os Cerwyns são bons candidatos, em minha opinião. Eles moram a apenas meio dia de viagem de Winterfell (ACOK, Bran II) e pode-se esperar que tenham visitado os Starks com frequência suficiente para observar Arya de perto. O próprio Mance Rayder é outro, tendo supostamente aparecido em Winterfell durante o festim real em A Guerra dos Tronos com o propósito declarado de espiar. Harwin, se ele é realmente o misterioso homem encapuzado que Theon encontra. Outros senhores do Norte talvez também suspeitem, pois se interessariam em Arya pelas perspectivas de seu casamento.
Por fim, “A Noite que Terminou” é aparentemente uma música que comemora a última Longa Noite e a vitória da humanidade sobre os Outros.
Muito mais tarde, depois de todos os doces terem sido servidos e empurrados para baixo com galões de vinho de verão, a comida foi levada e as mesas encostadas às paredes para abrir espaço para a dança. A música tornou-se mais animada, os tambores juntaram-se a ela, e Hother Umber apresentou um enorme corno de guerra encurvado com faixas de prata. Quando o cantor chegou à parte de A Noite que Terminou, em que a Patrulha da Noite avançava ao encontro dos Outros na Batalha da Madrugada, deu um sopro tão forte que fez todos os cães latirem.
(ACOK, Bran III)
Em conjunto, a playlist de Manderly no casamento diz àqueles inteligentes o suficiente para ouvir que ele não está se deixando enganar pelas mentiras dos Bolton, ele já derramou sangue Frey às escondidas e seu lado será o vencedor no final. Há outra singularidade em sua seleção de músicas, no entanto. Uma que sugere novamente uma conexão com Jon. Todos as três cançoes são sobre a Patrulha da Noite.
O Rato Cozinheiro era um irmão negro que se vingou, e Danny Flint queria ser um. " A Noite que Terminou " apresenta a Patrulha em glorioso triunfo sobre os Outros, salvando o reino no processo. Certamente, há outras músicas sobre garotas bonitas disfarçadas e mentirosas recebendo sua punição, ou sobre vitórias Stark sobre os ândalos, selvagens ou homens de ferro que Manderly poderia ter pedido. A menos que ele (ou GRRM!) esteja, de fato, inserindo outro ponto muito sutil com isso: que Jon Snow não tenha sido esquecido pelos vassalos leais de seu falecido pai e irmão.
E há uma terceira referência a Jon! Quais são os nomes das duas garotas que tão comovente e retumbantemente falam do amor do Norte pelos Starks? Wylla Manderly e Lyanna Mormont. Pode ser simples coincidência que uma compartilhe um nome com a ama de leite de Jon (que Ned afirmou ser sua mãe) e a outro tenha o nome da verdadeira mãe biológica de Jon (assumindo R + L = J como verdadeiro). Uma vez que estamos falando das Crônicas de Gelo e Fogo , no entanto, eu digo que provavelmente não é coincidência.
Um último potencial prenúncio tem a ver com Stannis e sua campanha para ganhar o Norte.
Stannis estendeu uma mão, e seus dedos fecharam-se emvolta de uma das sanguessugas.
– Diga o nome – ordenou Melisandre.
A sanguessuga retorcia-se na mão do rei, tentando se prender a umde seus dedos.
– O usurpador – disse ele. – Joffrey Baratheon. – Quando atirou a sanguessuga no fogo, ela enrolou-se entre os carvões como uma folha de outono e incendiou-se.
Stannis agarrou a segunda.
– O usurpador – declarou, dessa vez mais alto. – Balon Greyjoy. – Deu-lhe um piparote ligeiro para dentro do braseiro […]
A última sanguessuga estava na mão do rei. Estudou aquela por ummomento, enquanto se contorcia entre seus dedos.
– O usurpador – disse por fim. – Robb Stark. – E atirou-a para as chamas.
(ASOS, Davos IV)
Joffrey, Balon e Robb morrem nas mãos de homens, cujos planos estão em andamento muito antes de Stannis realizar qualquer ritual, não porque sejam amaldiçoados magicamente ou porque R'hllor quer que seja assim. Para que serve Stannis queimando as sanguessugas? Em seu capítulo em A Dança dos Dragões, vimos Melisandre apostar pesado nas aparências como uma maneira de conservar sua influência, mantendo os homens admirados por sua aura de misticismo. Uma demonstração de poder, a fim de recuperar a confiança de Stannis, não seria ruim após a derrota desastrosa no Àgua Negra e, por mais risíveis que tenham sido suas interpretações sobre Azor Ahai, Melisandre consegue prever eventos de importância política em suas chamas, às vezes com detalhes e precisão impressionantes.
[Jon:] Outros senhores se declararam por Bolton também?
A sacerdotisa vermelha deslizou para mais perto do rei.
– Vi uma cidade com muralhas de madeira, ruas de madeira, cheia de homens. Estandartes se agitavam sobre suas muralhas: um alce, um machado de batalha, três pinheiros, machados de cabos longos cruzados sob uma coroa, uma cabeça de cavalo com olhos flamejantes.
– Hornwood, Cerwy n, Tallhart, Ryswell e Dustin – informou Sor Clayton Suggs. – Traidores, todos. Cãezinhos de estimação dos Lannister.
(ADWD, Jon IV)
Melisandre vê nas chamas que Joffrey, Balon e Robb não demorarão muito no mundo dos vivos e orquestra uma pequena farsa para Stannis; portanto, quando a notícia de suas mortes chegar até ele, sua crença nela e em suas habilidades será reforçada. Como tudo isso é relevante para a Grande Conspiração Nortenha? Lorde Bolton é chamado por alguns de Senhor Sanguessuga pelas sanguessugas que frequentemente usa para tratamentos de saúde.
[Roose:] Tem medo de sanguessugas, filha?
[Arya:] São só sanguessugas. Senhor.
– Meu escudeiro poderia aprender alguma coisa com você, ao que parece. Sangramentos frequentes são o segredo de uma vida longa. Um homem tem de se purgar do sangue ruim.
(ACOK, Arya IX)
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O quarto do senhor estava cheio de gente quando [Arya] entrou. Qyburn encontrava-se presente, bem como o severo Walton com seu camisão e grevas, além de uma dúzia de Frey, todos eles irmãos, meios-irmãos e primos. Roose Bolton estava na cama, nu. Sanguessugas aderiam à parte de dentro de seus braços e pernas e espalhavam-se por seu peito pálido, longas coisas translúcidas que se tornavam de um cor-de-rosa cintilante quando se alimentavam. Bolton não prestava mais atenção nelas do que em Arya.
(ACOK, Arya X)
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– O que você quer agora? – Gendry perguntou numa voz baixa e zangada.
[Arya:] Uma espada.
– O Polegar Preto mantém todas as lâminas trancadas, já lhe disse mais de cem vezes. É para o Senhor Sanguessuga?
(ACOK, Arya X)
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Os olhos de Harwin desceramdo rosto de Arya para o homem esfolado que trazia no gibão.
– Como é que me conhece? – disse, franzindo a testa, desconfiado. – O homem esfolado... quem é você, algum criado do Lorde Sanguessuga?
(Arya II, ASOS)
Qyburn, Jaime e a Senhora Dustin também observam a associação de Roose com sanguessugas (ASOS, Jaime IV / ADWD, O Príncipe de Winterfell). Figurativamente falando, Stannis está novamente queimando sanguessugas para se exibir em sua guerra contra os Boltons, esperando convencer os nortenhos a apoiarem sua tentativa pelo Trono de Ferro. Mas, assim como o teatro de Melisandre não resulta em nada além de aprofundar a confiança de Stannis nela, os experimentos de Stannis em A Dança dos Dragões podem ser inúteis caso outro Stark seja proclamado rei no norte. E há uma dica de que isso acontecerá.
A voz de Melisandre era suave. – Lamento, Vossa Graça. Isso não é um fim. Mais falsos reis irão se erguer em breve para tomar a coroa daqueles que morreram.
– Mais? – Stannis parecia comvontade de esganá-la. – Mais usurpadores? Mais traidores?
– Vi nas chamas.
(ASOS, Davos V)
Em A Dança dos Dragões, mais reis falsos parecem ter substituído os que morreram, como profetiza Melisandre. Tommen assume a coroa de Joffrey e Euron a de Balon. E a coroa de Robb? Quem é o novo rei do norte?
Roose pode ter algumas ambições por lá (ADWD, O Príncipe de Winterfell), mas ele ainda não desafiou o Trono de Ferro ou os Lannisters, que o nomearam Protetor do Norte. De qualquer forma, é improvável que ele pudesse ganhar o apoio dos nortenhos, que prefeririam que um Stark os governasse. Pessoalmente, acho que a opção mais dramática para o próximo usurpador e traidor é Jon, que ganhou o respeito relutante de Stannis por um conselho honesto e pode continuar tendo discussões tensas (leia-se: divertidas!) com ele, de uma maneira que Rickon, de cinco anos de idade, bem, realmente não conseguiria.

Um tempo para lobos

Uma objeção comum à Grande Conspiração Nortenha é que, por mais persuasivo que seja, é otimista demais acreditar que GRRM permitirá que os Starks e seus aliados triunfem. Afinal, ele ganhou reputação por subverter clichês de fantasia de bem vs. Mal, e por matar ou mutilar personagens amados enquanto saboreia as lágrimas amargas de seus leitores.
GRRM é realmente tão pouco convencional? A morte de Ned Stark em A Guerra dos Tronos é frequentemente citada como o momento em que a ASOIAF rompe com as tradições de gênero, transcendendo a tendência juvenil da fantasia por finais de contos de fadas cortando a cabeça do protagonista. No entanto , eu argumentaria que não apenas os críticos da fantasia são os culpados por estereotipar e simplificar outros trabalhos como Senhor dos Anéis a ponto de não fazer sentido, em uma demonstração de memória seletiva. A própria estrutura narrativa da ASOIAF disfarça o fato de que Ned nunca foi o herói da história de GRRM, para começo de conversa.
Ned é uma figura paterna, um mentor protetor e guia do tipo que quase sempre morre, às vezes antes de o primeiro ato de uma fantasia épica terminar (vide Obi-wan Kenobi). As crianças Stark nunca se desenvolveriam de verdade por si mesmas, a menos que o “porto seguro” Ned fosse removido, assim como Harry Potter não pôde depender de Dumbledore em seu confronto final com Voldemort. Dadas as habilidades de vidente verde de Bran, Ned pode até aparecer do além-túmulo para transmitir sabedoria ou divulgar segredos como fizeram Obi-wan e Dumbledore. Tudo isso é bastante convencional. GRRM é simplesmente um mestre da desorientação, e sua manipulação é evidente em muitas das grandes reviravoltas de ASOIAF.
Robb? Nunca teve um ponto de vista. Contos da carochinha sobre reinos perdidos por coisas pequenas são tão comuns quanto as sagas de reis guerreiros heróicos vitoriosos em conquista. As lendas arturianas, por exemplo, contam sobre a fundação da utópica Camelot e a morte de Arthur nas mãos de seu filho bastardo com sua meia-irmã, e sua rainha fugindo com um de seus cavaleiros.
GRRM explora inteligentemente o desejo do leitor de ver Ned vingado. Os Starks se reúnem para distrair os leitores para o prenúncio da morte de Robb no sonho de Theon (com um banquete de mortos em Winterfell) e as visões de Dany na Casa dos Imortais, ambos em A Fúria dos Reis.
Portanto, se a previsibilidade no desdobramento de um enredo não serve como teste para teoria dos fãs, em quais critérios os leitores da ASOIAF podem confiar? Penso que a questão-chave que deve ser colocada em qualquer especulação é: "como isso faz a história avançar?"
A Guerra dos Cinco Reis está marcada pelas mortes de Ned e Robb, a primeira instigando o conflito e a segunda efetivamente encerrando-o – ou pelo menos limpando a lousa para a próxima rodada. Por outro lado, em minha opinião, é narrativamente fraca a ideia de que Jon Snow está permanentemente morto e que seu assassinato levará à queda da Muralha, pensando-se que o atentado sozinho seja capaz de trazer caos a Castelo Negro, pois assim também perderemos Jon como personagem pelo resto da série, tornando inúteis todas aquelas páginas gastas em fazer dele indivíduo e não um simples instrumento do enredo.
Voltando finalmente à Grande Conspiração Nortenha, o que vejo como um dos principais problemas de GRRM em Os Ventos do Inverno é que, depois de cinco livros e quase duas décadas, os Outros ainda não causaram muito impacto. O apocalipse dos zumbis de gelo prometido no prólogo de A Guerra dos Tronos é bom acontecer em breve ou GRRM pode ser justamente acusado de deixar sua história inchar até ficar anticlimática.
Além disso, quando os Outros invadirem inevitavelmente Westeros, eles devem fazê-lo com poder devastador, a fim de estabelecer sua credibilidade como uma ameaça ao reino. No entanto, como pode o Norte, nas condições em que se encontra em A Dança dos Dragões – já devastado pela guerra e pelo inverno, dividido pela política e pelos conflitos de sangue, além de amplamente ignorante do perigo para-lá-da-Muralha –, suportaria realisticamente esse ataque? E as casas do norte, assim como os homens, devem sobreviver em número significativo.
Caso contrário, a tarefa de vencer a Batalha da Alvorada recairá inteiramente sobre Dany, seus dragões, quaisquer forças que a acompanhem de Essos e quaisquer senhores do sul que possam ser convencidos a prestar atenção nela. Acho essa uma perspectiva bastante desagradável, sem mencionar tematicamente inconsistente com o título da série, em que apenas os seres inumano feitos de gelo desempenham papéis principais.
Se for verdade, a Grande Conspiração Nortenha tem o benefício de rapidamente unificar o Norte novamente sob o comando dos Starks, que provavelmente serão liderados por Jon como o mais velho e com mais experiência militar aparente. Isso não recupera magicamente as baixas sofridas pelo Norte durante a guerra, nem produz colheitas para alimentar seu povo faminto e com frio (a menos que Sansa conquiste o Vale), mas garante que as Casas do norte viverão para, em minha opinião, participar do objetivo final de ASOIAF.
As bases para um ressurgimento Stark foram lançadas durante Festim e Dança. Os senhores do rio derrotados estão descontentes e os nortenhos mantêm fé nos Stark. Os Frey são párias para inimigos e aliados, enquanto os Lannisters estão em declínio ignominioso; O legado de Tywin compara-se pejorativamente ao de Ned, apesar da conveniência política do primeiro ser elogiada em detrimento do idealismo rígido do último. Parece que a honra muitas vezes ridicularizada de Ned alcançou uma vitória póstuma, o amor misturado com um respeito saudável provando ser uma influência muito mais duradoura sobre as pessoas do que um reino garantido pelo medo e pela força, que não apenas morre com você, mas também transforma seus filhos em herdeiros inadequados .
Além disso, a mera existência de um complô para coroar Jon não significa que ele será rei no norte. Por acaso, acho que o maior problema nos planos que especula-se que os nortenhos têm é que, após a devida consideração, Jon recusará categoricamente a legitimação e os títulos oferecidos. Considerando que ele seja filho de Lyanna e Rhaegar e que isso o põe como o herdeiro Targaryen do trono de ferro antes mesmo de Dany, seria bastante estranho Jon ser formalmente reconhecido como o rei Stark do norte separatista; Um imperativo dramático exige que Jon seja livre para aceitar o governo de todos os Westeros, quer ele o faça ou não. Jon ouvir a intenção de Robb de reconhecê-lo um verdadeiro filho de seu pai é suficiente para completar o arco de personagens discutido na Parte 1, e os Starks sobreviventes se aliariam a Jon, independentemente de como ele fosse estilizado, por ainda serem um alcatéia.
Não há necessidade de provar o vínculo de afeto de Jon e Arya. Ao resolver a disputa pelas terras de Hornwood, Bran prefere nomear herdeiro bastardo de Lorde Hornwood tendo Jon em mente (ACOK, Bran II). Enquanto isso, Sansa ficou completamente desiludida com o futuro como rainha e quer apenas ir para casa em Winterfell, a salvo de homens que desejam seu dote. É irônico, então, que Jon é um cavaleiro direto das canções outrora queridas de Sansa, pois é um príncipe oculto, cavalheiresco e verdadeiro, seu papel confirmado pela execução que fez de Janos Slynt. Não importa as maldades infantis que Sansa fez a Jon para agradar sua mãe e decorrentes de um senso de adequação, ela pensa com carinho nele agora e entende melhor como ser um bastardo o afeta.
Lorde Slynt, o da cara de sapo, sentava-se ao fundo da mesa do conselho, usando um gibão de veludo negro e uma reluzente capa de pano de ouro, acenando com aprovação cada vez que o rei pronunciava uma sentença. Sansa fitou duramente aquele rosto feio, lembrando-se de como o homem atirara o pai ao chão para que Sor Ilyn o decapitasse, desejando poder feri-lo, desejando que algum herói lhe atirasse ao chão e lhe cortasse a cabeça. Mas uma voz em seu interior sussurrou: Não há heróis.
(AGOT, Sansa VI)
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[Sansa] havia séculos que não pensava em Jon. Era apenas seu meio-irmão, mesmo assim... Com Robb, Bran e Rickon mortos, Jon Snow era o único irmão que lhe restava. Agora também sou bastarda, como ele. Oh, seria tão bom voltar a vê-lo. Mas estava claro que isso nunca poderia acontecer. Alayne Stone não tinha irmãos, ilegítimos ou não.
(AFFC, Alayne II)
E Rickon?
A procissão passara a não mais de um pé do local que lhe fora atribuído no banco, e Jon lançara um intenso e demorado olhar para todos eles. O senhor seu pai viera à frente, acompanhando a rainha. [...]Em seguida, veio o próprio Rei Robert, trazendo a Senhora Stark pelo braço. [...] Depois vieram os filhos. Primeiro o pequeno Rickon, dominando a longa caminhada com toda a dignidade que um garotinho de três anos é capaz de reunir. Jon teve de incentivá-lo a seguir, quando Rickon parou ao seu lado.
(AGOT, Jon I)
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Bran bebeu da taça do pai outro gole do vinho com mel e especiarias, [...] e se lembrou da última vez que tinha visto o senhor seu pai beber daquela taça.
Havia sido na noite do banquete de boas-vindas, quando o Rei Robert trouxera a corte a Winterfell. Então, ainda reinava o verão. Seus pais tinham dividido o estrado com Robert e sua rainha, com os irmãos dela a seu lado. Tio Benjen também estivera lá, todo vestido de preto. Bran e os irmãos e irmãs tinham se sentado com os filhos do rei, Joffrey, Tommen e a Princesa Myrcella, que passou a refeição inteira olhando Robb com olhos de adoração. Arya fazia caretas do outro lado da mesa quando ninguém estava olhando; Sansa escutava, em êxtase, as canções de cavalaria que o grande harpista do rei cantava, e Rickon não parava de perguntar por que motivo Jon não estava com eles.
– Porque é um bastardo – Bran teve de segredar-lhe por fim.
(ACOK, Bran III)
Jon tem duas vantagens adicionais sobre qualquer pessoa de fora para conseguir que Rickon o obedeça: 1) Fantasma, que pode subjugar Cão Felpudo. 2) Sua semelhança com Ned, de quem Rickon provavelmente se lembra como seu pai de tempos mais felizes. Assim como a semelhança de Sansa com Catelyn leva Mindinho a uma falsa sensação de segurança, a aparência de Jon pode reforçar sua posição como uma figura de autoridade para Rickon.
Em resumo, sinto que há boas chances de que o primeiro ato do rei Bran ou Rickon, da rainha Sansa ou de Arya seja nomear Jon seu conselheiro, confiável acima de todos os outros, e dê a ele o comando estratégico de seus exércitos, ou se não legitimá-lo como um Stark conforme os últimos desejos de Robb. E, francamente, a noção de que Stannis, Mindinho ou Manderly possamem convencer os Starks a uma disputa de sucessão mesquinha quando Jon é claramente o mais qualificado para liderar o Norte em uma segunda Longa Noite me parece implausível, contradizendo a caracterização estabelecida e a dinâmica familiar.
O que me leva à outra objeção comum a todas as variações de Jon como rei. Jon é honrado demais para quebrar seus votos, certo? Também usurpar os lugares de direito de seus irmãos enquanto eles estão vivos!
Lembremos a lição que Qhorin Meia-mão ensina a Jon: "Nossa honra não significa mais que nossas vidas, desde que o reino esteja seguro". (ACOK, Jon VII) No final de Dança dos Dragões, Jon resolveu fazer o que considerava certo e condenar o que as pessoas dizem sobre ele.
– Tem minha palavra, Lorde Snow. Retornarei com Tormund ou sem ele. – Val olhou o céu. A lua estava meio cheia. – Procure por mim no primeiro dia da lua cheia.
– Procurarei. – Não falhe comigo, pensou, ou Stannis terá minha cabeça. “Tenho sua palavra de que manterá nossa princesa por perto?”, o rei dissera, e Jon prometera que sim. Mas Val não é nenhuma princesa. Disse isso a ele meia centena de vezes. Era uma desculpa fraca, um triste farrapo enrolado em sua palavra quebrada. Seu pai nunca teria aprovado aquilo. Sou a espada que guarda os reinos dos homens, Jon recordou-se, no fim, isso deve valer mais do que a honra de um homem.
(Jon VIII, ADWD)
Apesar de sua aparência essencialmente Stark, Jon não é um clone de Ned, o qual, de todo modo, confessou uma traição que não cometeu, a fim de poupar a vida de Sansa e quase completsmente só sustenta a maior mentira da série em nome de Jon (supondo que R+L=J), por muitos anos antes disso. O entendimento de Jon sobre obrigações, juradas ou não, sempre foi flexível, porque sua própria existência é a prova de que o mais honroso dos homens pode falhar em seu dever. Se Ned, seu modelo de comportamento, não pode cumprir seus votos de casamento, como Jon pode esperar ser melhor, já que é um bastardo?
Depois de seu período com Meia-mão e Ygritte, a tarefa sísifa original de Jon, de alcançar padrões de honra impossivelmente altos, transformou-se em uma dedicação firme ao mais alto mandamento da Patrulha da Noite – ou seja, defender o reino contra os Outros. Existem inegáveis complicações emocionais por parte de Jon ao lidar com o Norte, já que ele não pode reprimir totalmente suas preocupações com a família e o lar, mas assumir o comando de nortenhos que não querem dobrar os joelhos para Stannis garantirá que o Muralha receba reforços e suprimentos necessários. Jon consideraria sua honra pessoal mais importante do que isso? Eu duvido.
Isso tudo, é claro, pressupõe que a Patrulha da Noite continue a existir de alguma forma após o fiasco do assassinato de Bowen Marsh, o que de maneira alguma é certo que ocorrerá.
Que a última cena de Jon em Dança dos Dragões faz paralelo com a morte de Júlio César é uma ideia amplamente aceita. Agora, considere que os senadores que mataram César, em vez de salvar a república romana de um tirano, precipitaram sua queda, descobrindo, para seu choque, que o povo não estava particularmente agradecido pelo assassinato de um líder popular, embora cometido em seu nome.
Guerras civis se seguiram, um império surgindo das ruínas. Ainda não se sabe se Jon é Otaviano / Augusto nesta reconstituição na fantasia. Ele tem à sua disposição um exército pessoal – depois de inconscientemente se tornar rei dos selvagens na ausência de Mance Rayder –e um contrato com o Banco de Ferro (ao que tudo indica).
Concluindo, passo a proibir que discussões posteriores a esta teoria de argumentem que uma conspiração para coroar Jon Rei do Norte esteja fora do mão para os (hipotéticos) conspiradores e os pretendentes Stark para Winterfell ou para GRRM, devido a sua aversão crônica a clichês. Ambas as afirmações foram usadas para descartar a teoria sem abordar as evidências que sustentariam a falta de substância, especialmente tendo em vista a maleabilidade de personagens e tropes nas mãos de um bom escritor (o que eu acredito que a maioria dos fãs da ASOIAF confia que o GRRM seja). Todo mundo deseja a ele boa sorte com Os Ventos do Inverno!
submitted by altovaliriano to Valiria [link] [comments]


2019.01.18 10:21 Sharkuel O porquê de apagar a tua conta de Facebook

Como o titulo refere, eu cancelei a minha conta de Facebook. A razão deste post não é para mostrar que o fiz, porque a minha vida não é de todo interessante para ser assim divulgada, mas sim para fazer pensar pessoal que atualmente está saturado da rede social.
Já a um par de meses que andava a usar cada vez menos o FB. Mas acabava sempre por voltar lá, só "para ver o que se passava". E o que é que se passava? Entre noticias falsas, rants políticos de pessoas que acham que ativismo político-social é ir para uma rede social insultar pessoas que não vão de acordo com os seus ideais, independente do espectro político que este apoia, a dramas de Internet seja entre pessoas, bandas, figuras publicas, etc.
Tudo bem. Se calhar a culpa é minha por ter adicionado aquele pessoal, mas pronto. O que quero dizer com isto é que o Facebook lentamente se foi tornando em algo corrosivo. Sabem aquele/a ex que nunca vos larga, que anda sempre a controlar a vida, mesmo que já não te identifiques com ele/a, isso era como o Facebook se estava a tornar.
Eu usava o Facebook também para promover algum trabalho artístico da minha autoria, mas honestamente, sentia que não chegava a lado nenhum, ou que não era levado a sério. Isso desmotivava-me. Andava sempre a ver a quantas pessoas o meu trabalho chegava, e cheguei a uma altura em que controlava mais a reação das pessoas, que propriamente fazer coisas, e deixar o meu bem estar ser influenciado por um contador de likes que, se pensarem bem, nem as minhas contas serviam para pagar.
E por fim, havia os dramas de Facebook. Pessoas que simplesmente por não irem com a tua cara, com base em opiniões alheias de pessoas que nem sequer me conheciam pessoalmente, se lembravam de tentar de algum modo sabotar o meu bem estar, ou neste caso, a minha imagem.
No meio destas situações todas, eu encontrei um amigo meu uma vez nos transportes, e eu comentei que nunca mais o tinha visto no Face. Este respondeu "ah eu cancelei aquilo, estava farto do circo, então retirei a ficha." A primeira coisa que pensei foi "Man, e aquele conteudo todo que perdeste? E as pessoas?"
Na altura pensei que ele estava a dar numa de eremita, mas o que é facto é que me pôs a pensar ainda mais sobre a possibilidade de deixar de todo usar o FB. Comecei a rever certas coisas. Comportamentos meus, comportamentos de pessoas a quem considerava "amigas". Inconscientemente, criei uma "*persona* online" que não ia de todo de acordo com a minha maneira de estar. Tudo porque me adaptei aquele ambiente. Natural que as pessoas depois pensem tão negativamente de mim, como eu pensava delas.
Comecei a reler alguns posts antigos, e a ver que eu gradualmente estava a ficar mais condescendente, mais revoltado, menos feliz, e mais conflituoso. Também tive a minha dose de rants, onde acreditava que ao estar a expor uma situação, sob o meu ponto de vista, que as pessoas que iriam reagir e dar-me razão só porque iam pelo meu relato da situação, que automaticamente me tornaria "um gajo cheio de razão". Gradualmente deixei-me de fazer isso, mas via pessoas a fazerem o mesmo, e pensava "olha-me este gajo/a, com a mania que é grande coisa só porque fez/disse X a Y.", quando eu fazia exatamente a mesma coisa. Mas como era eu, achava que "eu" tinha razão, e como eu é que passei pela experiência de tal, que o meu input era valioso. O que de facto, não era, simplesmente fazia-me parecer um gajo condescendente com a mania que era bom.
Outra coisa que reparei foi na maneira como lidava com o sexo oposto. Socialmente, temos que ser simpáticos, é tudo uma questão de conduta. Nem que seja para comentar "tens bom aspeto" na foto de uma miúda que não seja assim tão atraente quanto isso, mas pronto, um gajo é educado e preocupa-se com o bem estar da mesma. Ora, entre isso, e comentários que fazia na brincadeira onde mandava piropos nas fotos de perfil de pessoas com quem tinha alguma confiança, comecei a aperceber-me que tinha a "fama" de ser um gajo que se atirava a tudo o que mexe. Isso deixou-me indignado. Mas o engraçado é que depois via sempre "o mesmo gajo" a comentar "linda muito gata bjx" nas fotos de várias amigas minhas, e pensava exatamente o mesmo dele. Mas como era eu, e eu sabia o contexto em que criei aqueles posts, "eu tinha a indiscutível razão do meu lado", pois eu sabia que não era assim. Mas o que é facto, é que criei um personagem a parte da minha pessoa, e essa *persona* online é o que estas pessoas vêm.
Isto tudo fez-me refletir, e comecei a medir os prós e os contras da situação:
- Deixarei de pertencer a um veiculo social que partilha conteúdos de eventos culturais e afins;
- Deixarei para trás inúmeras pessoas com quem eu tive contacto, inclusive, pessoas familiares que só usam o FB para comunicarem;
- Dez anos de conteúdo meu, desde vídeos, fotos, memórias, musicas, pinturas, idem aspas, tudo a ir ao ar (sim eu sei que posso descarregar tudo a partir do FB através de um ficheiro ZIP com bué informação desorganizada e imagens altamente comprimidas) que em parte acabavam por servir como portefólio online;
- Iria perder um grande bocado da minha vida online, pois era onde eu passava grande parte do meu tempo;
- Possivelmente, iria isolar-me também de conteúdo de entretenimento que acaba por ser exclusivo aquela mesma rede social.
Aliás, eu na altura nem via nada de positivo em cancelar a minha conta, mas mesmo assim, sentia aquela necessidade. O que me fez sair da rede social, essencialmente, foram as pessoas. Parecendo que não, pois aquilo é a vista de todos, o ser humano tem a tendência a soltar o seu lado mais negro, seja a abraçar ideias extremistas, e abertamente promove-los, a constante perseguição de pessoas, seja para ver o que estas andam a fazer na vida de modo a vigia-las/tormenta-las.
E acontece muito, essa "perseguição". O Facebook não te dá privacidade nenhuma, mesmo que nas definições tenhas lá tudo bloqueado para quem não é teu amigo, haverá sempre maneira de chegarem até ti, nem que seja para te atormentarem com mensagens anónimas.
Desde que sai do Facebook que sinto que sou mais feliz, relaxado, e foco-me mais em coisas que antes não o fazia devido ao tempo que aquilo me roubava. Bastava acessar o feed e ficava ali, horas, sem me aperceber, a fazer scroll down, e a meter likes em conteúdo. Era altamente contra-produtivo.
Para além disso, já não levo diretamente com os pseudo-guerreiros da justiça social, mais as suas abordagens que acabam somente para mostrarem o "quão boas pessoas são" online, mesmo que o que estas defendam seja a coisa mais estúpida a face da terra, se for politicamente correto, lá estão eles/as.
Em relação a acompanhar "content creators", sempre tenho outras plataformas como o Youtube, o Patreon, ou até mesmo o velhinho, mas sempre fiel, Reddit.
A única coisa que sinto falta de lá são os grupos de "Memes" e de "Shitposting", e o pessoal que lá conheci.
Mesmo assim, o processo de saída do Facebook foi complicado. Tive que estar a alertar pessoas que me são próximas para que estas me contactem por Telefone, ou por E-mail. Mas valeu bem a pena.
Okay, posso ter a minha informação espalhada pela Internet, graças a "não" política de privacidade que levou o Sr. Zucc a responder ao Congresso, mas ao menos sinto atualmente que tenho privacidade, e que não tenho fatores alheios a afetar-me emocionalmente. E ao contrário do que as pessoas atualmente acreditam, existe activismo fora do Facebook, que vai muito para além de mostrarem gore animal mais pelo shock value, do que pela causa em si, ou andar a trocar comentários insultuosos entre esquerdas e direitas.
A muito tempo que o Facebook deixou de ser aquela rede social divertida onde ia descomprimir um bocadinho (circa 2009-2010), e agora passou a ser um veiculo com a sua agenda política própria que, para além de apoiar uma "Ditadura de Minorias" que não vai de todo beneficiar as mesmas, é conhecida por usar a tua informação e fazer testes, desde influenciar a opinião publica, a manipulação e tráfego de influencias, resultando na constante estupidificação das pessoas, seja na partilha de noticias falsas, ou de teorias da conspiração rebuscadas como o movimento "anti-vaxxer".
Não tenciono de todo iniciar aqui um movimento anti-Facebook, nah, não é isso. Mas estiveres um dia a ponderar também fazer o mesmo, por estares a sentir exatamente o mesmo, pensa nos prós e nos contras. Podes atualmente ver o Facebook como uma zona de conforto, e este pode ocupar atualmente grande parte do teu dia a dia, mas pensa no que podes fazer quando esse bocado estiver livre para fazeres outras coisas.
submitted by Sharkuel to portugal [link] [comments]


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